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Instantes. Como esses e tantos outros. Registros de ciclistas e seus veículos de pedais. Bicicletas - com ou sem caçamba - monociclos e os onipresentes rickshaws, em suas diversas configurações. Parados, rodando, levando ou sendo levados.

Alguns, ferramenta de trabalho. Outros,
instrumentos de prazer.

Originariamente, o termo rickshaw se referia a um tipo de veículo de passageiros puxado por um homem a pé. Hoje ele é aceito como designação de seu substituto, o bicycle rickshaw, também conhecido como pedicab ou cyclo.

Esta espécie de táxi é facilmente encontrado no sudoeste asiático. São utilizados por seus moradores e são tão característicos quanto os ³double deckers² londrinos ou as vespas romanas.

Diferentemente do que ocorre na Europa ocidental, nesta região, a bicicleta não é reconhecida como opção, seja do ponto de vista ecológico ou pelo bem estar físico e mental proporcionado. Ela é, antes, uma necessidade. A grande maioria dos ciclistas orientais pedala por não ter acesso a outro tipo de transporte.

Tentou-se, aqui, registrar a simbiose do sudoeste asiático com estes veículos, sua contribuição sociológica, cultural e inclusive estética às comunidades em que ocorre. Enaltecemos este tão simpático, popular, saudável e silencioso, meio de locomoção. E, também, procurou-se resgatar fragmentos do cotidiano desta integração, que correm sério risco de serem apagados pela marcha das transformações, tão acelerada nesta parte do mundo. Algumas destas cenas, na verdade, já estão virtualmente extintas. Acaba-se descobrindo que, mesmo em cidades mundialmente reconhecidas por sua massiva quantidade de ciclistas, o número de bicicletas, apesar de grande, já foi, aparentemente, suplantado pelo de veículos automotores. Motos em Hanói,
carros na capital chinesa.

Apesar disto, duas imagens, presentes nesta coleção, talvez ilustrem bem uma conclusão mais otimista a respeito do tema . Em Xian, lar do mundialmente conhecido exército de terracota, o reflexo da Torre do Sino, construída em 1384, remete ao passado. Enquanto os contornos futurísticos de outra torre, a da Pearl TV, no distrito de Pudong, em Xangai, apontam para os dias que virão. Presente em ambos os quadros, a inconfundível silhueta parece responder às perguntas quanto à sua perenidade.

Victor Barreto, curador.

 
 
   

 
   

 
   

 
     
     
   
     
     
 
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Se o seu monitor estiver calibrado, você deverá perceber todos os tons da tabela acima.
 
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